As Rosas

As Rosas

REF: ISBN 9789898735027
11,00 €Preço
  • Rainer Maria Rilke nasceu em Praga, 1875, e faleceu em Montreux no ano de 1926. Filho único de Josef Rilke e Sophie Entz teve uma infância infeliz; os seus pais separaram-se quando tinha nove anos e, quando completou dez, foi enviado pelo pai para uma Escola Militar em St. Polten and Mahrisch-Wesschirkenn. Com dezoito anos foi admitido no escritório de advogados de um tio enquanto, simultaneamente, frequentava uma Escola Comercial em Linz. Com vinte anos matriculou-se na Universidade de Praga e começou a admitir seguir uma carreira literária; por essa altura – 1895 – Rilke era já um poeta publicado. O seu primeiro conjunto de poemas Leben and Lieder, 1894   (Vida e Canções) tinha sido editado no ano anterior e, nos anos seguintes publicaria mais dois trabalhos poéticos: Larenopher (1895) e Traumgekront (1896). Em 1899, a convite da escritora Lou Andreas-Salomé, que viria a ser sua amante, fez uma viagem à Rússia. Por lá conviveu com vários autores russos com destaque para Leon Tolstoi. A literatura russa deixou uma profunda marca em Rilke; em muitos dos seus trabalhos essa influência faz-se sentir, em exemplos como Das Buch der Bilder, 19021906 (O Livro das Imagens - em 4 partes) ou Das Stunden-buchn, 1905 (O Livro das Horas) . Em 1900 Rilke ingressou na colónia de artistas de Worpswede, na Baixa Saxónia, Alemanha. Aí conheceu a que viria a ser a sua primeira mulher, Klara Westhoff, escultora e antiga aluna do consagrado Auguste Rodin; o casamento pouco durou mas permitiu a Rilke travar conhecimento com Rodin de quem viria a ser secretário, em Paris, no atelier do escultor na rue Toullier. Em 1903 Rilke vai para Itália. Depois uns primeiros anos conturbados em que o poeta se debate com uma dolorosa sensação de fracasso, Rilke começa uma fase de intensa actividade criativa que resultaria na produção de alguns dos seus mais proeminentes trabalhos: Die Aufzeichnungen des Malte Laurids Brigge, 1910, (Os Cadernos de Malte Laurids Brigge) e uma nova série de poemas que intitulou Neue Gedichte,(1) 1908, (Novos Poemas) são publicados nesse período.  Em 1912 Rilke dá os primeiros passos na que viria a ser uma das suas obras marcantes Duineser Elegien, 1923 (Elegias de Duíno); Duíno era um castelo na região de Trieste, Itália, onde Rilke morou por dois anos antes da Guerra, a convite da princesa Maria von Thurn und Taxis. Em 1914 rebenta a I Grande Guerra. Rilke está em Munique; é convocado para serviço militar no exército austríaco exercendo funções no Arquivo Militar, em Viena, até Junho de 1916.  A sua vida literária apenas conhece novos desenvolvimento a partir de 1922.  O amigo Werner Reinhart, mecenas e negociante de arte, permite-lhe que viva no recém adquirido Castelo de Muzot sur Sierre na região de Valais, na Suíça. Nesse local, recolhido em paz e silêncio, Rilke completa as 10 Duineser Elegien, 1923 (Elegias de Duíno) e os 55 Sonette an Orpheus, 1923 (Sonetos a Orfeu). Nos últimos anos da sua vida produz ainda um conjunto de mais de 400 poemas em língua francesa dos quais, o conjunto Les Roses, se apresenta nesta edição. Morre a 29 de Dezembro de 1926, vítima de leucemia.